terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Por vezes os sonhos são tão reais, que sentimos muito quando acordamos.
Dia desses tive um sonho assim.
Era uma mulher de roupa de época sentada sobre uma árvore, no parecia ser um bosque muito verde e florido, com um lago enorme, que sinceramente, não era possível avistar o final.
Sob uma outra árvore ao lado, duas crianças brincavam, pareciam dois meninos, um de cabelos lisos, com seus 4 anos e o outro com cabelo mais crespo, com seus 6 anos.
Eles brincavam e corriam.
De repente foram correr ao redor do grande lago e a mulher gritava para que voltassem.
Não me lembro qual voltou, mas um deles terminou no meio do lago, e logo surgiram muitas pessoas para ajudar, mas eu só conseguia ver o braço da criança para fora do lago.
Foi então que eu acordei com uma dor enorme no peito e uma sensação péssima de não conseguir salvar alguém. Um dos piores sonhos dos quais me lembrei.
Fiquei dias com aquela impressão triste e sem saber o que significa até hoje.
Era eu ajudante, observadora, auxiliadora da mulher da qual não vi o rosto, a criança ou era expectadora da cena? 
Estranhamente eu vi algumas imagens da tragédia dessa semana e senti muito na pele a situação, lembrando talvez da insuportavel dor de ser queimada injustamente. Eu orei por eles, pois tenho a tênue lembrança do que é morrer em chamas. Quando vejo notícias assim, me arrepio, me sinto mal por dias, como se sentisse aquilo novamente.
É horrivel dizer que a alma sente a perda da água, e dependendo do seu grau de consciência e da situação, ela consegue entender. Apesar de chegar no nosso lar como se tivesse perdido uma roupa,
o que dói mais na alma é a dor da retirada da vida fisica sem oportunidade de fuga. E alma chega com pouca meméoria sensorial, mas sente a dor em seu emocional.
É cabuloso escrever sobre isso....mas são memórias. 
Na noite do sábado eu sonhei com um enorme glogo azul celeste e eu conseguia ver os pedacinhos de terra se locomovendo, era achatado, brilhante e podia se ver do outro lado.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Ele se afastou. Beleza ou infortúnio? A vida pareceu um rolo compressor de idéias. Me senti sendo amassada por letras, palavras, frases e imagens estranhas que pouco pude entender. Aliás ainda entendo pouco, mas agora consigo sentir. Tudo pode ser um grande holograma fabricado pelo meu poder mental, mas isso vai por água baixo, quando o coração queima, queima, dói e dói sem explicação. Coisas tão sutis para uma mera humana, que vive num mundo cartesiano, conseguir captar como real. Mas as pedras vão se encaixando aqui e ali, a pressa fica de longe olhando numa estranheza sem tamanho, pois algo muito do além não a deixa prosseguir.
E quando o caminho parece mudar, volta todas as palavras, letras, frases e imagens para um velho lugar. E ele diz: paciência, aprenda primeiro e chegará.
E um sorriso muito maroto se apega ao meu rosto.
E o coração queima, queima, dói e sorri.

........sempre caminhando, caminhando, não paro de caminhar.....

Glauce Dáfne 28 01 2013
Sinto o dia, sinto a noite.
Pessoas sorriem querendo distância, respeito.
Pessoas silenciam querendo afeto, aconchego.
Energia é muito do que não consigo ser, então sou o que quero ser, liberdade.
Vibração é o som que muitas vezes deixo de perceber, sutil.
Eu posso ser, ouvir , silenciar, sorrir, querer, vibrar, e sempre iluminar.

Glauce Dáfne 28 01 2013